IEMI apresenta prospecções sobre o mercado de moda no país


Diante de uma das maiores crises financeiras que o Brasil passou nos últimos tempos, muitos profissionais lojistas tomaram uma decisão que parecia correta, mas acabou por agravor a situação, fechando uma série de empreendimentos e atrasando a saída da recessão. Durante a Semana das Tecelagens, entre os dias 06 e 09 de novembro, a Santista Jeanswear trouxe Marcelo Prado, diretor do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI), para pontuar a situação do mercado de moda, e as prospecções para os próximos anos.

Prado se atentou a estratégias de posicionamento de consumo em regiões onde o crescimento se mantém, explicou que enquanto uma parte da população está realmente aprendendo a viver sem gastar por qualquer evento ou festividade, outra para de comprar de marcas pontuais e de grande renome para consumir produtos de grandes varejistas, que agora recebem coleções assinadas por grandes estilistas.

Acontece que ao focar apenas em algumas regiões, outras acabam ficando sem mercadorias para girar seus negócios, o que acentua a crise. Acreditar que o produto mais barato é o que salva as empresas é um erro, uma vez que os consumidores das classes ‘A’ e ‘B’ não tem interesse em ver a roupa que vestem por todos os lados. Querem algo novo, exclusivo, e por isso investir nas assinaturas das coleções trouxe resultados altamente positivos.

Quando o varejo oferece opções mais baratas, passa a ter a necessidade de mexer na qualidade e produção de seus fornecedores, o que pode ser gravíssimo e não girar as mercadorias. O consumidor que não se encanta, não leva o produto para casa, por acha-lo feio ou de baixa qualidade. Pior quando os dois aparecem juntos.

Essa parcela quer ser encantada, e exige qualidade, o mesmo de sempre não vende durante a crise. É importante que os canais de varejo sejam organizados ao ponto de investir em canais que ofereçam uma capacidade de agregar valor em seus produtos

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Em seu levantamento mais recente, o IEMI constatou que essas são ações necessárias para que uma empresa se recupere junto ao mercado. “A retomada do consumo tem sido lenta e não tem sido para todos”, pontuou o diretor

Marcas que oferecem mais do mesmo ficam para trás. Inovar, através de um produto único e com um bom desenvolvimento de estratégias de precificação, promove o giro da mercadoria. Enquanto, oferecer o mais barato, acreditando que é o melhor de todos, para crescer e ser o maior de todos, é perigoso e não traz lucro ao negócio.

No Brasil, o varejo físico distribui 92,3% de todo o consumo nacional de vestuário em vendas, o que movimenta R$220,4 bilhões em vendas, de acordo com dados do IEMI, no ano de 2017. São mais de 152,4 mil pontos de vendas, incluindo as lojas não especializadas e as especializadas, e cerca de 35% desses ficam em shoppings. A recessão foi responsável pelo fechamento de 11 mil empreendimentos de moda, e é o pequeno varejo que sofre mais.

Marcelo afirma que ao seguir essas dicas, e encantar os consumidores focando nas classes ‘A’ e ‘B’, que continuam comprando, torna a tarefa de fortificar a marca em algo possível, removendo a necessidade de fechar as portas. Até o final de 2018, segundo projeção do IEMI, os consumidores brasileiros deverão gastar R$ 226 bilhões no varejo de vestuário.

Quanto ao mercado jeanswear, que sofreu uma perda de 6,8% da produção, de 2013 até 2017, começa a se reestruturar, com uma alta de 28,1% ainda no ano de 2017. Ano que aumentou os volumes produzidos em 4,7% e os valores em 13,4%, com base em uma escala que movimenta bilhões de reais e milhões de peças.

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